"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito". Este é o primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, criado há 60 anos, dia 10 de dezembro de 1948.
Essa igualdade, dignidade e liberdade não estão muito presentes no meu dia a dia. Talvez por ser negra, talvez por ser mulher, talvez por ser negra, mulher e ter estudado, denunciado, me libertado, puxandos os érres por ter nascido no interior e ter que ouvir piadas que mesmo vindo de amigos, demonstra a origem de pré-conceitos, que sempre começam com chacotas. No trabalho, nas rodinhas de amigos, nas rodinhas de inimigos também.
Essa luta, constante, é sempre abalada por uma grande dose de preconceitos e chutes na cara. O chute deveria ser na cara de quem é preconceituoso, como do taxista que acha que o dinheiro que o negro vai pagar sua corrida é falso, e quando o negro vai questionar a origem do troco do tal taxista é chamado de macaco.
Essas histórias cansam. É o universitário que pra não dizer que adora sertanejo diz que curte sertanejo universitário, o nojo de quem não fala que gosta de rap mas que adora black! O nojo de quem acha que preconceito não existe...
Tô com tanto nojo de quem critica o aborto mas não sabe o que é ter uma filha estuprada por um filho da puta com ódio no olhar.
Tô com tanto nojo de quem é preconceituoso com as opções sexuais dos outros mas não olha pro teu próprio rabo e nem sabe direito quem leva pra cama.
Se desarma, caralho! Abrace o mundo com amor.
Acordo com disposição todos os dias pra encarar novos desafios, fazer o meu, não criticar o de ninguém, mas não pisa no meu calo certo?
Tem coisa que cansa. Mas, chute na bunda sempre me empurra pra frente.
O mundo às vezes cansa, mas te juro, continuarei nesse mundo pra fazer a diferença. E a minha parte, não vou fazer pela metade!
O segredo da paz mundial é sim cada um cuidar da tua vida. Faça o que for, faça com amor e com paz no coração certo?
O exercício de se olhar é sempre válido.